sábado, 18 de junho de 2016

you don't have to say I do...

Queria entender porque o mundo está tão revirado, todos nós constantemente nos perdemos entre pensamentos, isto é fato, só analise o olhar de quem está a seu redor!

Sou uma criança perdida também, brincando em um canavial lindo, com a vista mais bonita da cidade. Brincando sozinha. Sendo eu mesma enquanto ao longe avisto a cidade acontecer. Eu sei que o por do sol está chegando e a hora de voltar para minha realidade também, por isso brinco sem me importar com a solidão. Sem me importar com julgamentos. Sei que o verde a meu redor me respeita e eu o respeito, isso é tudo que preciso neste momento. Rodopio alegremente, e apesar de estar feliz sinto que em meu peito um vazio ainda precisa ser preenchido, mas tenho medo. Medo de que possam não me aceitar. Então caio de um voo bem alto, longe do meu canavial protegido, minha essência desce para a sala de aula, entre as duas empenas que representam meu amado por do sol. Aquele que colore meus dias, mas que lembra de que preciso me decidir, porque o tempo passa a todo segundo. E cada segundo que passa é a chegada de um minuto sem preencher esse vazio.

O desconforto permanece, porque agora admiti a mim mesma o que sinto. Descobri que de alguma forma você preenche. Não sei se da maneira certa. Mas preenche. Queria ter a coragem e dizer as palavras certas, mas tenho certeza que preciso ser ouvida no momento exato, e este não é o momento. O momento de agora é o de nos enganar. Me enganar que não sinto nada para fingir que não me machuco a cada dia que passa. Porque essa é a bolha que este mundo criou, essa é a cidade que eu avisto lá de longe do canavial, a cidade que não me deixa demonstrar meus sentimentos. Não entendo porque sentir hoje é tão difícil, porque quero tanto negar meus próprios sentimentos!

Sou um ser incompleto, em uma cidade que escolhe não ser sentimental, mas que quando releva a musica certa, todos aplaudem, porque podem por um minuto ser essência. Então todos nos ficamos ansiosos por escutar a melodia certa, mesmo que ela dure pouco tempo. Quero ser mais que espera. Quero ser uma melodia constante. Quero rodopios com saias esvoaçantes. Quero sentir melodias chocando-se!

E no fim de todos os quereres, quero poder lhe escrever um convite, a um canavial calmo, com a minha melodia, não quero que toque a mesma melodia ou que contagie-se por ela, mas quero que saiba que faz parte dela, porque ser parte do outro, nada mais é do que uma melodia humana.

Minha melodia humana contém liberdade e a liberdade de ser verdadeira é permitida neste canavial.

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